Mais um dos bons textos que recebo por email:
Qualquer coisa no mundo precisa de um paradoxo para existir (o editor vai adorar esta frase). Isso é fato! Não existe salgado sem doce, mal sem bem, paz sem guerra, carioca sem paulista, Corinthians sem Palmeiras. Tudo é um contra-ponto de outra coisa, e não tem mandinga ou novena que dê conta de mudar isso.
No seu novíssimo livro (Aritmética), Fernanda Young, apresenta a personagem Mariana, que reflete: "Eu preciso dele para ser? Está certa de que houve, e sempre há de haver, mulheres que simplesmente são. Alguma coisa. Sem necessitar do homem como paradoxo. E ela não é a garotinha de marmanjo algum. Pode perfeitamente viver sem Rigel ou sem nenhum outro."
Vá lá que Mariana, ou qualquer mulher, possa viver sem o seu Rigel, Paulo, Júlio, Marcos, ou quem quer que seja. Mas, antes de tentar isso, deve-se perguntar se realmente vale a pena. E, em que outro paradoxo, que não um peludo de educação duvidosa, ela vai basear sua vida. Eu respeito o modo de pensar de Fernanda Young, mas não posso concordar. É como sempre disse: "se não posso viver pelas mulheres, então que eu morra por elas".
Não importa quão bem sucedida ela seja, nem o número de amigas, diplomas, sapatos e vezes que vai à academia ou clínica de estética. Sem um paradoxo, por mais calvo que seja, ninguém vive. Não consigo ver mulheres, homens, Léo Áquilas, ou coisa que o valha, vivendo disso, ou daquilo, que não seja um outro ser para dividir a cama, o sofá ou a mesa da cozinha vez por outra. Seria como estar solitário e nu em uma praia deserta: não vale de nada (a não ser que você tenha uma câmera fotográfica com timer).
Aí, chega uma espertinha se dizendo ultra-independente, que não precisa de nada. Sabe o tipo? Daquelas que bate o escanteio e vai para a área cabecear? Daquelas que tomam cabernet? Temíveis, não? Pois é! Mas nem estas podem viver "desparadoxadas". Pois, podem parecer totalmente autótrofas, que tudo que as tange, quando tange, é desprezível. Mas na força delas, é, exatamente onde se encontra a fraqueza. De tão independentes, se tornam dependentes da própria independência. Quando poderiam perfeitamente depender de um "vem cá minha nêga" bem dado. É um tanto confuso eu sei, mas o que você estava esperando? estou falando de mulheres!
Não que adiante ficar sonhando com o "paradoxo" encantado. Mas escolham um honesto, limpinho e que use fio dental, pronto. Pode não ser perfeito, mas posso garantir que é muito mais divertido que viver vazia.









3 comentários:
Credo! Que o "parodoxo" não seja feio como o coiso ali embaixo!
Acho que esse texto foi escrito por um homem.
Ninguém é totalmente independente ou totalmente dependente, procuramos sempre um equilíbrio.
Qualquer dos dois extremos beira a doença, ao medo ou à fuga de situações. Não podemos nos esconder do mundo. somos seres sociais.
Boa semana! Beijus
Esqueci de dizer que o seu blogue está mais bonito! Beijus
Faz tempo que vc num posta que coisa feia ...passei por acaso e amei ...
Sobre o texto ...Jah li sobre Fernanda Young, mulher moderna, cheia de ideias, otima escritora, porem me dah PENA!
Li numa revista ela falando umas coisas nada haver ...muito sem nocao, super traumatizada com a vida louca, isso eh notario ao perceber as coisas que ela escreve...
Quanto a nos mulheres necessitarmos desse paradoxo maravilhoso que o homem, eh simples a resposta, quando naum sabemos como lidar com algo ou lutamos ou fingimos naum ligar ...eh isso que algumas mulheres fazem, acham que serao felizes assim, como a Luma disse temos que encontrar o equilibrio, podemos trabalhar, fazer academia , ter nosso dinheiro, casar,ter 3 lindos filhos e ser muito felizes....(assim espero !)hahahahaha
Beijos
Postar um comentário